Mesmo nos momentos de maior tensão, os dois brasileiros no quartel-general da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil, na sigla em inglês) em Naqoura, no sul do país, esforçam-se por manter um ritual: almoçar juntos.
“É um momento simples, mas que acaba tendo valor justamente porque permite manter contato e proximidade em uma rotina de trabalho bastante intensa”, explica um deles, o capitão-tenente da Marinha Hamilton de Andrade dos Santos, por e-mail à BBC News Brasil.
Os capacetes-azuis (denominação informal dada aos militares que integram missões de paz da ONU) estão estacionados no sul do Líbano, invadido por Israel desde 2 de março em resposta a mísseis disparados pela milícia xiita libanesa Hezbollah, alinhada ao regime de Teerã.
A invasão começou cerca de 48 horas depois do início da Guerra do Irã, quando os Estados Unidos e Israel bombardearam alvos no Irã, matando o líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, e parte significativa da cúpula do regime islâmico.