A fase de grupos ficou para trás, as oitavas de final já apresentaram seus dramas e reviravoltas. Agora, a Copa do Mundo de 2026 se prepara para um dos seus dias mais eletrizantes: o sábado de quartas de final, que definirá os dois últimos semifinalistas do torneio. Enquanto França e Espanha já garantiram suas vagas em um lado da chave, o outro aguarda por embates que prometem intensidade máxima, protagonismo de grandes estrelas e o toque de polêmica que o futebol moderno insiste em nos entregar.
Este sábado, 11 de julho, não é apenas uma data no calendário, mas um marco na jornada rumo à taça. O dia reserva dois confrontos de peso: a atual campeã Argentina encara a resiliente Suíça, enquanto Noruega e Inglaterra travam um duelo nórdico-britânico de tirar o fôlego. As atenções estarão divididas entre a busca incessante por gols dos maiores artilheiros e a magia de um gênio que sonha em levantar mais um troféu.
O Duelo de Gigantes do Ataque: Haaland contra Kane em busca da glória europeia
Em Miami, a partir das 18h (horário de Brasília), o mundo do futebol voltará seus olhos para um embate particular entre dois dos mais temidos centroavantes da atualidade: Erling Haaland, pela Noruega, e Harry Kane, defendendo as cores da Inglaterra. Mais do que um jogo de quartas de final, é um choque de titãs que promete redefinir o futuro de suas seleções no cenário mundial.
Haaland, o "carrasco" que eliminou o Brasil nas oitavas, personifica o atacante moderno: alto, forte, com uma presença de área avassaladora e uma frieza letal nas finalizações. Seu instinto goleador tem sido a força motriz da surpreendente campanha norueguesa nesta Copa, com impressionantes 7 gols que o colocam como vice-artilheiro do torneio até o momento. A Noruega, que não costuma ser protagonista em grandes competições, vê no atacante do Manchester City a chance de ir muito além do esperado.
Do outro lado, Harry Kane carrega sobre seus ombros o peso da nação que inventou o futebol. Maior esperança de gols dos ingleses há anos, o atacante do Tottenham também é um exímio finalizador, mas com um repertório mais abrangente, capaz de construir jogadas e recuar para organizar o ataque. Com 6 gols na competição, Kane é a personificação da busca inglesa por um título que escapa desde 1966, quando a Inglaterra venceu sua única Copa do Mundo em casa. A cada torneio, o grito de "Football's Coming Home" ecoa, e a pressão sobre Kane e seus companheiros é imensa.
Mas esses times são muito mais do que suas estrelas solitárias. A Noruega conta com a visão de jogo do meio-campista Odegaard e a explosão do atacante Antonio Nusa, jogadores que podem desequilibrar a partida se tiverem espaço para criar. A Inglaterra, por sua vez, tem no jovem Bellingham, um dos mais promissores meio-campistas do mundo, e no veloz atacante Saka, armas importantes para furar a defesa adversária e alimentar Kane, garantindo que o ataque não dependa de um único homem.
A “VARgentina” sob os holofotes: Messi e a resiliência suíça
Em Kansas City, às 22h (horário de Brasília), a atenção se volta para a Argentina, atual campeã mundial, e a sombra de uma polêmica que tem ganhado as redes sociais: o termo provocativo "VARgentina". Cunhado por torcedores e observadores, ele reflete a percepção de que algumas decisões da arbitragem têm favorecido os hermanos, especialmente em jogos eliminatórios onde a equipe não tem demonstrado o mesmo brilho da campanha anterior.
As vitórias contra Cabo Verde e Egito, nas oitavas de final, foram suadas e carregadas de controvérsia. No duelo contra os egípcios, a classificação veio em meio a um turbilhão: um gol do Egito foi anulado, e a Argentina, em uma jogada similar, teve um gol validado. Essa disparidade alimentou ainda mais a narrativa da "VARgentina", colocando a arbitragem e o uso do VAR no centro das discussões sobre imparcialidade no futebol de alto nível, um debate constante desde a implementação da tecnologia. Erro de arbitragem ou não, os argentinos demonstraram uma capacidade notável de virar um placar adverso de 2 a 0 para um 3 a 2 a seu favor, mostrando uma resiliência questionável, porém inegável.
E, como sempre, a Argentina conta com a incomparável estrela de Lionel Messi. O grande garoto-propaganda desta Copa, Messi, que vive e joga em Miami, nos Estados Unidos, país-sede do torneio, já balançou as redes 8 vezes, dividindo a artilharia com Mbappé, da França. Sua presença em campo transcende o jogo, é um fenômeno global que atrai olhares e esperanças. A busca pelo bi-campeonato mundial, para consolidar ainda mais sua lendária carreira, passa diretamente pelos seus pés e sua capacidade de decidir em momentos cruciais, mesmo com a equipe não performando em seu auge.
Do outro lado, a Suíça entra em campo com uma missão indigesta: parar os atuais campeões. No entanto, os suíços têm mostrado uma resiliência notável ao longo do torneio, construindo uma campanha que já entra para a história do país. Eles igualaram o melhor desempenho de sua história em Copas do Mundo, feito que remonta a 1954, quando foram anfitriões. Essa marca histórica, por si só, já é um grande incentivo para a equipe.
Para chegar às quartas, a Suíça eliminou a forte Colômbia nos pênaltis, interrompendo uma série de bons jogos dos sul-americanos. Se o futebol suíço não é exuberante ou cheio de malabarismos, compensa com uma incansável resiliência, organização tática impecável e uma defesa quase intransponível. Sofreram apenas 3 gols em todo o torneio, todos na fase de grupos, o que demonstra a solidez de seu sistema defensivo. Uma vitória sobre a Argentina não seria apenas uma classificação, mas um feito heroico que reverberaria por décadas no futebol suíço, independentemente do que acontecesse a seguir.
O sábado promete ser um divisor de águas nesta Copa do Mundo de 2026. Com confrontos carregados de história, expectativas elevadas, duelos individuais imperdíveis e o sempre presente elemento da imprevisibilidade do futebol, as últimas vagas para as semifinais serão disputadas com unhas e dentes. Resta saber quais nações celebrarão e quais verão seus sonhos adiados, aguardando os embates que definirão o campeão na próxima fase.
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