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Pré-candidata pelo PL-DF, Mariana Naime critica deputada trans na Comissão da Mulher

Em entrevista, esposa do coronel Naime apresenta plataforma centrada em famílias atípicas, doenças raras e revisão das condenações do 8 de Janeiro; afirma que “mulher tem que votar em mulher”

A pré-candidata a deputada federal pelo PL do Distrito Federal Mariana Naime, esposa do coronel Paulo José Naime — condenado por suposta omissão no 8 de Janeiro —, criticou em entrevista ao podcast Capital Política a presença de uma parlamentar transexual na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados e defendeu a revisão do valor do Benefício de Prestação Continuada (BPC) pago a famílias atípicas.

“Hoje nós temos uma representante trans na Comissão da Mulher. Isso é inadmissível”, afirmou. “Não estou falando que eles não têm direito, acho que eles têm que lutar pelo espaço deles, mas que lutem pela comissão deles. Não invada o nosso espaço.” Para a pré-candidata, “mulher tem que votar em mulher” porque “ninguém melhor do que uma mulher para sentir a dor da outra”. A fala se alinha ao discurso da bancada conservadora feminina do PL, encabeçada nacionalmente por Michelle Bolsonaro, que apoia a candidatura.

A plataforma de Mariana tem como eixo central a pauta das famílias atípicas e das doenças raras — agenda que ela diz viver na pele, como mãe de um jovem de 17 anos com hidrocefalia congênita e diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista. Crítica ao valor atual do BPC, ela afirma que o benefício é insuficiente para custear terapias e medicamentos e defende parcerias público-privadas para ampliar o atendimento. “Existem medicamentos de R$ 1.500, R$ 1.600. O BPC, mesmo nessa situação, não resolve o problema dessas famílias”, disse. A pré-candidata cita ainda dado, segundo ela, de que 80% dos casamentos com filhos diagnosticados terminam em separação.

Outro ponto da agenda é a revisão das condenações ligadas ao 8 de Janeiro, com defesa da derrubada do veto presidencial à chamada “lei da dosimetria” — aprovada pelo Congresso e com aplicação suspensa pelo Supremo Tribunal Federal. “Não é hora de esticar a corda. Temos que ser estrategistas, retirar quem está preso, minimizar a dor de quem está ferido e sangrando ainda. O 8 de Janeiro não acabou”, disse. Ela também critica o Congresso, do qual foi servidora por oito anos, por ter falhado no papel constitucional de freio aos outros Poderes, e defende a aprovação da redução da maioridade penal.

O convite para a filiação ao PL, segundo ela, partiu inicialmente da deputada federal Bia Kicis (PL-DF) e foi reforçado por Michelle Bolsonaro, presidente do PL Mulher. Formada em Direito, Mariana é natural de Colinas do Sul (GO), filha da primeira e até hoje única mulher eleita prefeita do município. Disputa uma das oito vagas do Distrito Federal na Câmara dos Deputados em outubro de 2026.

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