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Capitão Alden vai atrás do PGR e cobra resposta sobre 344 aprovados que esperam nomeação no MPU

Nos bastidores da Comissão de Segurança Pública da Câmara, o deputado federal Capitão Alden (PL-BA) moveu uma peça discreta mas com potencial de barulho. Na terça-feira (12), a comissão vota o requerimento do parlamentar pedindo ofício direto ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, para cobrar explicações sobre um rombo silencioso no Ministério Público da União — mais de 200 cargos de Agente de Polícia Institucional vagos e 344 aprovados em concurso esperando nomeação que não vem.

O caso tem ingredientes para virar dor de cabeça para a cúpula do MPU. O cargo está há mais de 11 anos sem reposição, o concurso atual já formou os candidatos — inclusive com curso presencial na Academia Nacional da Polícia Federal, financiado com dinheiro público na casa dos milhões — e mesmo assim a fila não anda. Enquanto isso, outras carreiras do mesmo certame já foram nomeadas e algumas até receberam novos chamamentos. O policial institucional, paradoxalmente o cargo com maior taxa de vacância, segue sem um único provimento.

O que deixa a situação ainda mais exposta é que o dinheiro existe. A LOA 2026 autoriza recursos para até 357 nomeações. Para Alden, deixar essa autorização na gaveta com candidatos prontos e cargos críticos vazios pode acionar o radar dos órgãos de controle — e o parlamentar deixou isso claro no documento. No chão do MPU, a conta já chegou: sem efetivo próprio, a instituição tem escalado profissionais de fora da carreira para funções que deveriam ser exclusivas do policial institucional, o que compromete desde a segurança orgânica até a atividade de inteligência.

Se o requerimento passar na terça, a bola vai direto para Gonet. Alden quer saber por que as nomeações não saíram, quando saem e o que o MPU pretende fazer antes que o prazo de validade do concurso expire.

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