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Alex Rodrigues diz que almoço com vereadores de Várzea Grande foi “indigesto” após operação

O vereador de Cuiabá Alex Rodrigues (Podemos), um dos alvos da operação do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), afirmou nesta quinta-feira (22) que foi a um almoço em uma chácara a convite de um amigo e que acabou envolvido na investigação por estar no local. O parlamentar negou ter relação com […]

O vereador de Cuiabá Alex Rodrigues (Podemos), um dos alvos da operação do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), afirmou nesta quinta-feira (22) que foi a um almoço em uma chácara a convite de um amigo e que acabou envolvido na investigação por estar no local. O parlamentar negou ter relação com as suspeitas investigadas em Várzea Grande, disse que não foi chamado para prestar depoimento e afirmou que ainda avalia, com seus advogados, quais medidas poderá tomar após a operação, que incluiu buscas em sua residência.

“Eu fui num almoço de um grande amigo meu, fui como amigo mesmo para confraternizar e na volta aconteceu essa abordagem”, declarou. Ao comentar a repercussão do caso, Alex resumiu a situação com a frase: “Foi um almoço indigesto”.

Segundo o vereador, ele, o vereador Ilde Taques e seu chefe de gabinete, que dirigia o veículo, estavam voltando da chácara quando foram abordados por policiais. Alex explicou que o grupo havia sido convidado pelo vereador Miguel (Cidadania) para uma confraternização. Ele ressaltou que a ocorrência não foi uma blitz, mas uma abordagem motivada, conforme informado pelos policiais, por uma denúncia anônima.

De acordo com o relato de Alex, os agentes fizeram verificações individuais nos ocupantes e nos pertences. Ele afirmou que os policiais revistaram sua mochila, onde carregava um notebook e documentos impressos, mas não encontraram nada ilícito. O vereador também disse que o veículo pertencia ao chefe de gabinete e que, durante a abordagem, os três foram verificados separadamente.

Os R$ 40 mil em espécie mencionados no relatório da investigação, segundo Alex, foram encontrados na mochila de Ilde Taques. O parlamentar afirmou que o dinheiro pertencia ao colega e que a origem do valor foi explicada por ele aos agentes. Conforme a versão relatada por Alex, Ilde teria informado que o montante era proveniente de um empréstimo para pagar uma reforma. O vereador acrescentou que o colega possuía uma nota promissória e teria apresentado recibo.

O trecho do relatório do Gaeco disponibilizado à imprensa informa que os três ocupantes do veículo foram abordados durante o deslocamento do Distrito da Guia em direção a Cuiabá. A abordagem ocorreu diante da suspeita de que o automóvel estaria sendo utilizado para transportar armas e dinheiro em espécie. O documento registra que os ocupantes atribuíram os R$ 40 mil a um empréstimo entre particulares.

Questionado se acredita que a abordagem tenha sido uma armação para prejudicar sua imagem política, Alex evitou fazer essa afirmação. Ele disse que o relatório menciona uma denúncia anônima e avaliou que o Gaeco foi ao local para apurar as informações recebidas.

“Eu não posso afirmar isso”, respondeu.

Alex disse que prefere aguardar a análise dos documentos antes de tirar conclusões sobre a operação.

O parlamentar também contestou a necessidade de buscas em sua residência. Segundo ele, o relatório menciona seu nome apenas por estar no veículo abordado e não aponta, em sua avaliação, elementos que indiquem participação dele nas suspeitas investigadas. Alex afirmou que os advogados analisam o procedimento investigatório criminal (PIC), que, segundo ele, ainda não havia sido disponibilizado integralmente à defesa.

Durante a coletiva, o vereador afirmou que a operação teve impacto em sua família. Ele relatou que sua esposa é policial civil e que agentes entraram na residência durante o cumprimento da busca e apreensão, quando seu filho de três anos e seu enteado estavam no local. Alex disse que recebeu mensagens de apoio de pessoas próximas e afirmou acreditar que conseguirá demonstrar que não teve envolvimento com as suspeitas relacionadas à Câmara de Várzea Grande.

Apesar de afirmar que se considera injustiçado pela busca, o vereador disse que não pretende classificar o caso como perseguição política sem conhecer todos os elementos da investigação. Ele afirmou que os advogados avaliam possíveis providências e que ainda não há decisão sobre eventual medida judicial.

Alex também declarou que não foi chamado para prestar depoimento à Polícia Civil. Questionado se ele e o presidente eleito da Câmara de Cuiabá haviam conversado com a presidente da Casa, Paula Calil (PL), sobre a operação, respondeu que não houve conversa entre eles sobre o assunto.

O vereador reiterou que participou do almoço como convidado e que não tinha relação com as suspeitas investigadas em Várzea Grande. “Estava no lugar errado, na hora errada, infelizmente”, repetiu.

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