O governador reeleito de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou que convidaria o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) e o empresário Odílio Balbinotti Filho (PL) para integrar seu secretariado. A declaração foi dada nesta quarta-feira (21), durante coletiva de imprensa, ao comentar as especulações sobre possíveis nomes de Mato Grosso para ocupar ministérios em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência apoiado por Pivetta.
Ao avaliar a possibilidade de os dois aliados assumirem cargos na Esplanada dos Ministérios, o governador destacou a experiência política e profissional de ambos. Pivetta, no entanto, ponderou que a indicação de ministros não cabe aos governos estaduais, mas ao presidente eleito, responsável por escolher os integrantes de sua equipe.
“Não papel de estado nenhum indicar ministro. Cabe ao presidente eleito escolher sua equipe, montar sua equipe”, afirmou.
Apesar de afastar a ideia de que os estados tenham o poder de indicar integrantes do primeiro escalão federal, Pivetta disse acreditar que Mato Grosso possui nomes capazes de contribuir com uma eventual administração de Flávio Bolsonaro. Para ele, a presença de quadros do estado no governo federal poderia beneficiar tanto Mato Grosso quanto o país, caso o presidente eleito considere essas possibilidades.
“Se ele entender que nós temos dentre os nossos bons quadros, e nós temos mesmo, vai ser bom para Mato Grosso e para o Brasil”, declarou.
Questionado especificamente sobre Mauro Mendes e Odílio Balbinotti Filho, o governador afirmou que ambos seriam nomes bem-vindos em sua própria equipe. “Eu convidaria tanto o Mauro quanto o Balbinotti para serem meus secretários. Eles são bons quadros”, disse.
Ao falar sobre Balbinotti Filho, Pivetta defendeu sua eventual escolha para o Ministério da Agricultura. Empresário do agronegócio e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, ele é apontado nas articulações políticas como um dos nomes que poderiam representar o estado em uma eventual composição ministerial. O governador avaliou que o empresário teria condições de representar produtores de diferentes regiões do país.
“Se fosse para ser o ministro da Agricultura, ele representaria muito bem os agricultores do Brasil, tanto os de Mato Grosso quanto os do Paraná”, afirmou Pivetta.
Na sequência, o governador mencionou a importância da agricultura praticada no Sul do país, incluindo a produção em menor escala, e ressaltou que o setor tem relevância para a economia brasileira. A avaliação amplia o argumento apresentado em favor de Balbinotti Filho, cuja atuação empresarial está ligada ao agronegócio.
Pivetta também elogiou Mauro Mendes, que governou Mato Grosso por dois mandatos e foi eleito senador para assumir o cargo a partir de 2027. O ex-governador já ocupou a Prefeitura de Cuiabá por um mandato e construiu sua trajetória tanto na administração pública quanto no setor empresarial. Ao comentar a possibilidade de Mendes assumir um ministério, Pivetta não indicou uma pasta específica, mas afirmou que ele poderia atuar em diferentes áreas.
“O Mauro é extraordinário, qualquer área que o Mauro for pegar ele é muito preparado, muito competente”, declarou.
Mendes é presidente estadual do União Brasil, enquanto Balbinotti Filho é filiado ao PL, partido de Flávio Bolsonaro. A eventual participação dos dois em um governo federal dependeria, contudo, da definição da equipe pelo presidente eleito.
Pivetta não confirmou a existência de convites para que os aliados assumam ministérios, nem apontou uma decisão já tomada sobre quais pastas poderiam ser destinadas a representantes de Mato Grosso.