PUBLICIDADE

Lionel Messi: A década sem derrotas em finais da Argentina no tempo regulamentar e prorrogação

A recente conquista da Copa América de 2024, onde a Argentina superou a Colômbia por 1 a 0, não apenas adicionou mais um troféu à vasta galeria de Lionel Messi, mas também reforçou um dado impressionante em sua trajetória com a camisa albiceleste. Desde a final da Copa do Mundo de 2014, quando a equipe […]

Tom Weller/picture alliance via Getty Images

A recente conquista da Copa América de 2024, onde a Argentina superou a Colômbia por 1 a 0, não apenas adicionou mais um troféu à vasta galeria de Lionel Messi, mas também reforçou um dado impressionante em sua trajetória com a camisa albiceleste. Desde a final da Copa do Mundo de 2014, quando a equipe foi derrotada pela Alemanha na prorrogação, o craque argentino não sabe o que é perder uma decisão no tempo regulamentar ou extra, marcando uma década de notável resiliência e sucesso nos momentos mais decisivos.

Ao longo de sua trajetória com a Albiceleste, Messi acumulou onze jogos de título, resultando em seis vitórias e cinco vices – estes últimos, em sua maioria, definidos nas dramáticas disputas de pênaltis. Contudo, a distinção é crucial: a última vez que a Argentina de Messi foi superada no placar antes da disputa de penalidades máximas foi há uma década, no emblemático Maracanã. Essa estatística revela uma impressionante capacidade de manter a competitividade até o apito final.

As primeiras cicatrizes: Do Maracanã ao calvário das Copas América

Antes da final de 2014, Messi já havia sentido o sabor amargo da derrota em uma decisão pela seleção principal, na Copa América de 2007, quando o Brasil venceu a Argentina por 3 a 0. No entanto, foi o Mundial no Brasil que se tornou um divisor de águas. Naquela tarde de julho de 2014, após uma campanha sólida, a Argentina enfrentou a poderosa Alemanha. O jogo, tenso e equilibrado, foi decidido apenas na prorrogação, com um gol de Mario Götze aos 113 minutos. A imagem de Messi, com o olhar perdido enquanto a taça dourada se distanciava, virou um símbolo de uma geração talentosa, mas que parecia fadada ao 'quase'.

Os anos seguintes prolongaram essa angústia nacional. Em 2015 e 2016, a Argentina de Messi disputou duas finais consecutivas da Copa América contra o Chile, ambas decididas em dramáticas disputas de pênaltis após empates no tempo regulamentar e na prorrogação. As derrotas consecutivas levaram Messi a um ponto de ruptura, anunciando sua aposentadoria temporária da seleção em 2016, exausto pela pressão e pela persistente narrativa de 'incapacidade de vencer finais' que pairava sobre ele e a equipe.

A virada de chave: O renascimento e a quebra do jejum

A redenção começou a tomar forma cinco anos após a Copa América de 2016. Em 2021, a Argentina, sob a liderança de Messi e a batuta do técnico Lionel Scaloni, chegou novamente à final da Copa América, desta vez enfrentando o arquirrival Brasil em pleno Maracanã. A vitória por 1 a 0, com um golaço de Ángel Di María, não foi apenas um título, mas a quebra de um tabu de 28 anos sem grandes conquistas para a seleção principal e, mais importante, o primeiro troféu de Messi com a Argentina. Aquele momento libertou uma carga emocional imensa, não só para o camisa 10, mas para todo um país que ansiava por essa glória.

A partir daí, a equipe ganhou uma nova confiança. A vitória na Finalíssima de 2022, um confronto entre os campeões da Copa América e da Eurocopa, consolidou essa nova fase. A Argentina superou a Itália por 3 a 0, com Messi mais uma vez sendo o maestro em campo, reafirmando que a seleção estava pronta para desafios maiores.

O ápice e a consolidação de um legado imortal

O clímax dessa jornada de superação e perseverança veio com a Copa do Mundo de 2022. Na final épica contra a França, um dos jogos mais memoráveis da história dos Mundiais, a Argentina e Messi finalmente alcançaram o topo. Após um empate eletrizante em 3 a 3 na prorrogação, a decisão foi para os pênaltis, onde a Albiceleste demonstrou nervos de aço e venceu por 4 a 2. A imagem de Messi erguendo a taça no Catar, coroando sua última Copa do Mundo com o título que faltava, transcendeu o esporte, tornando-se um símbolo global de resiliência e a realização de um sonho acalentado por décadas.

A recente Copa América de 2024 apenas solidificou essa fase vitoriosa, com Messi novamente liderando a equipe ao título, demonstrando que a fome de vitória e a capacidade de decisão permanecem intactas. Essa sequência de finais sem derrotas no tempo normal ou extra desde 2014 vai além de uma estatística; é o testemunho da evolução de um atleta que, após enfrentar a dor das derrotas e a pressão de uma nação, reinventou-se como líder e campeão. Sua trajetória é um espelho da paixão argentina pelo futebol, marcada por dramas e glórias, onde a persistência se transformou em triunfo.

Para além dos números e das conquistas, a jornada de Lionel Messi com a seleção argentina nos últimos dez anos é uma aula de persistência e liderança. Ela ressoa com milhões de fãs, mostrando que mesmo os maiores talentos precisam enfrentar e superar adversidades para alcançar seus objetivos mais ambiciosos. Acompanhe o Capital Política para mais análises aprofundadas sobre o mundo do esporte, da política e dos temas que moldam nossa sociedade, sempre com informação relevante e contextualizada para você.

Fonte: https://www.metropoles.com

Leia mais

PUBLICIDADE