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Eleições 2026: Pesquisa Quaest detalha os primeiros cenários para governos do Centro-Oeste e Distrito Federal

A corrida eleitoral para os governos estaduais em 2026 começa a esboçar seus primeiros contornos, e o Centro-Oeste brasileiro, região de grande importância estratégica para o país, já tem seus primeiros termômetros. Uma série de levantamentos da Quaest, divulgados entre os dias 23 e 25 de setembro, apresenta um panorama inicial das intenções de voto […]

G1

A corrida eleitoral para os governos estaduais em 2026 começa a esboçar seus primeiros contornos, e o Centro-Oeste brasileiro, região de grande importância estratégica para o país, já tem seus primeiros termômetros. Uma série de levantamentos da Quaest, divulgados entre os dias 23 e 25 de setembro, apresenta um panorama inicial das intenções de voto no Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Embora ainda distantes do pleito, esses números fornecem uma leitura preliminar sobre o posicionamento dos principais nomes, o impacto de forças políticas locais e nacionais, e os desafios que se desenham para as chapas governistas e de oposição.

As pesquisas, realizadas com uma margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos, indicam cenários diversos, desde disputas acirradas até lideranças mais consolidadas. O material revela tendências e acende alertas, servindo como bússola para a movimentação dos partidos e a construção de alianças que se intensificarão nos próximos anos. Analisar esses dados agora é compreender o ponto de partida de uma jornada política complexa e fundamental para o futuro da região.

Distrito Federal: Celina Leão à Frente em Cenário Dinâmico

No Distrito Federal, a pesquisa Quaest trouxe um cenário de destaque para Celina Leão (PP), que aparece com 33% das intenções de voto no cenário com todos os candidatos. A vice-governadora, que já havia pontuado bem em levantamentos anteriores, demonstra consistência. A segunda posição é ocupada por Leandro Grass (PT), com 21%, seguido por Arruda (PSD), que somava 17% no levantamento inicial. No entanto, a candidatura de Arruda foi barrada definitivamente pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) no dia seguinte à divulgação dos resultados, um fato que ressalta a volatilidade e as questões jurídicas inerentes à pré-campanha.

A Quaest apresentou dois cenários para o DF: um com todos os candidatos e outro sem Arruda, Elisson (Agir) e Rico Pinheiro (PRTB), cujas candidaturas também foram indeferidas, mas com recursos pendentes. No cenário sem Arruda, Leão amplia sua vantagem para 34%, enquanto Grass sobe para 23%. Paula Belmonte (PSDB), por sua vez, aparece com 7%. A exclusão de um candidato com 17% das intenções de voto redistribui os eleitores e pode reconfigurar as estratégias dos demais postulantes, abrindo caminho para o crescimento de nomes que antes estavam em posições mais modestas. Essa dinâmica é crucial na capital do país, onde a eleição local muitas vezes reverbera em discussões e alinhamentos de ordem nacional.

Goiás: Daniel Vilela Lidera com Folga

Em Goiás, o cenário se mostra mais consolidado para Daniel Vilela (MDB), que desponta com 42% das intenções de voto, apresentando um crescimento em relação à pesquisa anterior (37% em agosto). Vilela, que representa a força do MDB no estado e é um dos nomes ligados à gestão atual, parece capitalizar a máquina partidária e uma possível aprovação da administração em exercício. Essa liderança robusta o coloca em uma posição confortável para iniciar a articulação de apoios.

Na sequência, aparecem figuras conhecidas da política goiana: Marconi Perillo (PSDB), com 19%, e Wilder Morais (PL), com 15%. Perillo, ex-governador e nome de peso, busca sua relevância, enquanto Morais, ligado a uma corrente política em ascensão nacional, demonstra força crescente (subiu de 12% para 15%). O confronto entre o favorito Vilela e esses dois candidatos experientes promete esquentar à medida que 2026 se aproxima, revelando a perenidade de certas lideranças e a ascensão de novas forças políticas no estado.

Mato Grosso: Disputa Aberta e Equilibrada

A pesquisa Quaest para Mato Grosso indica uma disputa bem mais equilibrada e imprevisível. Otaviano Pivetta (Republicanos) lidera com 29% das intenções de voto, mostrando um avanço significativo em relação ao levantamento anterior (23% em agosto). Contudo, a vantagem é mínima, pois Wellington Fagundes (PL) segue de perto com 27%, mantendo sua base eleitoral estável.

A pouca diferença entre os dois principais nomes sugere que a eleição mato-grossense será decidida nos detalhes, na capacidade de mobilização e na construção de narrativas. Doutora Natasha (PSD) aparece com 11%, indicando um espaço para uma terceira via ou para a influência em futuras composições. O grande número de brancos, nulos e indecisos, embora tenha diminuído, ainda aponta para uma parcela considerável do eleitorado que pode ser decisiva e que ainda não se sente representada, tornando o cenário propício para reviravoltas e intensas negociações políticas nos bastidores.

Mato Grosso do Sul: Eduardo Riedel com Vantagem Expressiva

No Mato Grosso do Sul, a pesquisa Quaest projeta uma liderança bastante confortável para Eduardo Riedel (PP), que alcança expressivos 51% das intenções de voto. Esse percentual o coloca em uma posição de forte favoritismo, aproximando-o de uma possível vitória em primeiro turno, caso a tendência se mantenha e os oponentes não consigam reduzir significativamente essa diferença. Riedel também demonstra um notável crescimento, saltando de 40% em agosto para o patamar atual.

Os principais oponentes, Fábio Trad (PT), com 12%, e Delcídio Amaral (PRD), com 6%, enfrentam um desafio considerável para reverter o cenário. A polarização em torno de Riedel sugere uma eleição onde a oposição precisará de uma articulação robusta e estratégias diferenciadas para captar os votos dos eleitores indecisos ou daqueles que optam por brancos e nulos. A consistência de Riedel indica que o projeto político que ele representa tem conseguido comunicar-se com o eleitorado, gerando uma base de apoio sólida e difícil de ser abalada.

Centro-Oeste e as Primeiras Leituras para 2026

Os primeiros levantamentos da Quaest para os governos do Centro-Oeste e Distrito Federal, mesmo com a distância temporal para as eleições de 2026, oferecem insights valiosos sobre a dinâmica política da região. A força de Daniel Vilela em Goiás e a liderança de Eduardo Riedel no Mato Grosso do Sul indicam a consolidação de projetos políticos e a preferência por determinados perfis de gestão.

Por outro lado, a acirrada disputa em Mato Grosso e as mudanças de cenário no Distrito Federal, com candidaturas barradas, reforçam a ideia de que a política regional é fluida e sensível a fatores externos e movimentos internos dos partidos. O Centro-Oeste, berço do agronegócio e com uma crescente importância econômica e eleitoral, será palco de negociações intensas, buscando equilibrar interesses locais com as influências das grandes correntes políticas nacionais. Essas primeiras projeções são apenas o início de uma longa jornada, mas já sinalizam os caminhos e os desafios que moldarão o tabuleiro político de 2026.

Acompanhar essas tendências é fundamental para compreender as escolhas que afetarão milhões de cidadãos. No Capital Política, seguimos monitorando de perto cada movimento e analisando os desdobramentos que essas pesquisas e outros acontecimentos trarão para o cenário eleitoral. Mantenha-se informado conosco para ter acesso a uma cobertura aprofundada e contextualizada sobre os rumos da política no Centro-Oeste e em todo o Brasil.

Fonte: https://g1.globo.com

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