Em entrevista ao Capital Política, deputado afirma que partido pretende manter postura combativa no Congresso e ampliar influência sobre a agenda legislativa.
O deputado federal Capitão Alden (PL-BA) afirmou que o Partido Liberal pretende intensificar sua atuação de oposição ao governo Lula na próxima legislatura. Reeleito para a Câmara dos Deputados, o parlamentar avalia que o crescimento da bancada dará à legenda mais condições de enfrentar as propostas do Palácio do Planalto a partir de 2027.
Em entrevista ao Capital Política, no Salão Verde da Câmara, Alden disse que o partido pretende manter uma postura combativa, mas sem abandonar a apresentação de alternativas aos projetos governistas.
“Nós esperamos a mesma atuação desse ano. Nós tivemos um número reduzido de parlamentares, mas fizemos muita oposição. E não oposição por oposição, uma oposição qualificada, uma oposição técnica”, afirmou.
A avaliação do deputado é que o PL deverá utilizar o peso de sua bancada para ampliar a influência nas decisões da Câmara. Entre as prioridades estão as comissões de Constituição e Justiça (CCJ), Segurança Pública, Fiscalização e Controle, Educação e Direitos Humanos.
Alden também mencionou as negociações sobre um eventual apoio à reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) à presidência da Casa. Segundo ele, a discussão precisa considerar a participação do partido nos colegiados responsáveis pelas principais pautas defendidas pela legenda.
A declaração ocorre em meio às divergências internas do PL sobre a sucessão na Câmara. Enquanto parte dos parlamentares admite negociar com Motta, outra ala defende o lançamento de uma candidatura própria.
Para Alden, a oposição não deve se limitar a discursos contrários ao governo. O deputado defende que o partido apresente contrapropostas e participe diretamente das discussões legislativas.
“Eu acho importante, sim, a gente continuar sendo propositivo, sendo combativo, sendo técnico e qualificado”, declarou.
A fala sinaliza que, mesmo diante de eventuais acordos administrativos na Câmara, o PL pretende preservar sua posição de enfrentamento político ao governo Lula na próxima legislatura.
