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Ancelotti detalha plano tático para substituir Paquetá e aposta em retorno gradual de Raphinha antes de duelo decisivo na Copa

Jack Gorman/Getty Images

Às vésperas de um dos confrontos mais cruciais da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, o técnico Carlo Ancelotti concedeu uma entrevista coletiva neste sábado (5), no centro de treinamento da equipe, para detalhar os planos e desafios antes do embate das oitavas de final contra a Noruega. O principal ponto de atenção reside na ausência de Lucas Paquetá, peça fundamental no esquema tático, que se lesionou no último confronto e só deve retornar em uma eventual final, forçando o treinador a redesenhar parte da estratégia brasileira.

O desafio tático: a lacuna deixada por Paquetá e as opções de Ancelotti

A lesão de Lucas Paquetá representa uma das maiores dores de cabeça para a comissão técnica brasileira. O meia, conhecido por sua versatilidade, capacidade de marcação e chegada ao ataque, é um jogador de características únicas no elenco. Ancelotti foi enfático ao reconhecer a dificuldade de encontrar um substituto direto: “Não temos no elenco jogador com a qualidade de Paquetá, temos que substituir por outro jogador, nesse aspecto temos diferentes características.”

A solução, segundo o italiano, passa por uma adaptação tática que priorize as necessidades da equipe e as fragilidades do adversário. Ancelotti detalhou seu critério, que se divide em duas frentes: a defensiva e a ofensiva. “A nível defensivo, um jogador que pode defender do lado esquerdo como fez Paquetá, quando a equipe não tem a bola. Isto pode fazer Martinelli e Danilo.” Essa capacidade de recomposição e marcação no flanco é vital para a solidez defensiva, especialmente contra equipes europeias organizadas como a Noruega.

Com a posse de bola, o foco muda para a criação e ocupação de espaços. “Com bola tem que ocupar bem a posição de centro esquerda, que às vezes pode ser Vini e nesse caso Douglas Santos adianta e às vezes pode ser outro jogador, que pode ser Martinelli”, explicou Ancelotti. Essa leitura tática sugere que o técnico busca não apenas um jogador, mas uma dinâmica que permita variações, utilizando a profundidade de Vini Jr. e Douglas Santos, e a capacidade de infiltração de Martinelli, para manter a imprevisibilidade e a força ofensiva do Brasil.

Raphinha em recuperação: um trunfo no banco de reservas

Outra incógnita que pairava sobre a Seleção era a situação do atacante Raphinha, também recuperando-se de uma lesão sofrida durante a campanha do Mundial. A boa notícia é que o jogador voltou a treinar com o elenco e estará à disposição, ao menos no banco de reservas. Ancelotti expressou otimismo, mas com cautela: “Raphinha está avançando muito bem, não está 100%, mas pode estar disponível no banco e jogar alguns minutos ou ser útil em alguns momentos. Recuperou muito bem e muito rápido, estamos felizes com isso porque Raphinha é muito importante para a equipe.”

A presença de Raphinha, mesmo que por poucos minutos, oferece a Ancelotti uma valiosa opção para mudar o ritmo do jogo, seja com sua velocidade, dribles ou chutes de longa distância. Em partidas eliminatórias, onde o desgaste é grande e os espaços se fecham, ter um jogador com suas características, capaz de desequilibrar em jogadas individuais, pode ser um diferencial estratégico nos momentos decisivos do confronto.

O duelo contra a Noruega e a ameaça de Haaland

O adversário nas oitavas de final, a Noruega, apresenta um desafio físico e tático considerável, e grande parte da atenção se volta para o artilheiro Erling Haaland. O confronto também marca um reencontro particular entre Haaland e o zagueiro Gabriel Magalhães, que travam disputas intensas nos gramados ingleses. Ancelotti minimizou a necessidade de explicações extensas sobre o atacante: “Todo mundo conhece Haaland, não tenho que explicar a meu zagueiro como joga Haaland, ele conhece melhor que eu porque jogou contra muitas vezes.”

Apesar do conhecimento prévio dos atletas, a comissão técnica está focada em um plano coletivo para neutralizar o centroavante norueguês. “Estamos focados em preparar bem o jogo incluindo as características de Haaland que temos que ter em conta que é um atacante muito, muito perigoso”, ressaltou o técnico. A Noruega, embora talvez não tenha o mesmo histórico de títulos que o Brasil, construiu uma equipe sólida em torno de seus talentos individuais, e a disciplina tática será fundamental para avançar.

O caminho adiante: pressão e projeções para as quartas de final

A partida contra a Noruega é mais um passo em uma jornada exaustiva e de alta pressão em busca do hexacampeonato. O formato de eliminação direta não permite erros, e cada decisão de Ancelotti é escrutinada por milhões de torcedores. Se a Seleção Brasileira conseguir superar o desafio norueguês, o caminho até as quartas de final reserva um confronto igualmente grandioso contra o vencedor do embate entre Inglaterra e México. A expectativa é que o Brasil consiga manter seu desempenho consistente e continue avançando em busca do título tão desejado.

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Fonte: https://www.metropoles.com

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