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Eleições: Setor de telecomunicações propõe plano para impulsionar economia digital brasileira a 18% do PIB

Com a proximidade do período eleitoral, o setor de telecomunicações do Brasil se movimenta para pautar os candidatos à Presidência da República. Nas próximas semanas, a Conexis Brasil Digital, entidade que reúne as principais operadoras de telecomunicações do país, apresentará aos presidenciáveis um ambicioso programa de ações. O objetivo central é elevar a participação da economia digital no Produto Interno Bruto (PIB) nacional dos atuais 16% para 18%, uma meta que alçaria o Brasil ao patamar de nações digitalmente desenvolvidas.

A iniciativa não se restringe a números, mas busca posicionar o país em uma vanguarda tecnológica e econômica, impulsionando a inovação, a produtividade e a inclusão social. Este movimento estratégico das teles reflete uma compreensão de que o futuro econômico do Brasil está intrinsecamente ligado à sua capacidade de digitalização e à robustez de sua infraestrutura de conectividade.

A economia digital brasileira: cenários e desafios

Atualmente, a economia digital já representa uma parcela significativa do PIB brasileiro, englobando desde serviços de internet, comércio eletrônico e plataformas digitais até a infraestrutura que os suporta. No entanto, o potencial de crescimento é ainda maior. Para alcançar a marca de 18%, o Brasil precisaria de investimentos maciços e um ambiente regulatório mais favorável, além de políticas públicas que estimulem a adoção de tecnologias e a capacitação da força de trabalho para a era digital.

O caminho para essa expansão passa por superar desafios históricos, como a desigualdade de acesso à internet de qualidade entre as regiões do país e a alta carga tributária que incide sobre os serviços de telecomunicações. Além disso, a segurança cibernética e a proteção de dados tornam-se elementos cruciais para garantir a confiança e a sustentabilidade de um ecossistema digital em expansão.

Singapura como inspiração e modelo

A Conexis tem um exemplo concreto de sucesso em mente: Singapura. A pequena nação asiática, que há algumas décadas se encontrava em um estágio de desenvolvimento digital similar ao do Brasil, conseguiu se transformar em um dos líderes globais em tecnologia e inovação. Esse salto foi impulsionado por políticas governamentais arrojadas, investimentos estratégicos em infraestrutura digital e um forte foco na educação e capacitação de sua população para as demandas do futuro.

O caso de Singapura demonstra que a vontade política e a colaboração entre os setores público e privado são fundamentais para acelerar a transformação digital. O país investiu em banda larga de altíssima velocidade, criou um ambiente favorável para startups e empresas de tecnologia e integrou a digitalização em diversos setores da sua economia, da saúde à logística. A lição para o Brasil é que um plano coordenado e de longo prazo pode gerar resultados expressivos e mudar a trajetória econômica de uma nação.

Os pilares da proposta da Conexis

Embora os detalhes completos do programa ainda sejam aguardados, espera-se que a proposta da Conexis aborde diversas frentes. A expansão e modernização da infraestrutura de conectividade, com foco na tecnologia 5G e na fibra óptica, certamente será um ponto central. A aceleração da implementação do 5G, por exemplo, é vista como um catalisador para a indústria 4.0, cidades inteligentes e novos modelos de negócios que dependem de baixa latência e alta capacidade de dados.

Outro pilar deve ser a revisão do marco regulatório, buscando maior simplificação e incentivos para investimentos. A tributação do setor de telecomunicações, uma das mais altas do mundo, também deverá ser discutida, com a Conexis argumentando que a redução de impostos poderia liberar recursos para novos investimentos e tornar os serviços mais acessíveis à população. Além disso, a promoção da inclusão digital e da capacitação de talentos para o mercado de trabalho digital são essenciais para que todos os brasileiros possam se beneficiar dessa transformação.

Relevância e impacto para o cidadão

A elevação da economia digital para 18% do PIB não é apenas uma meta macroeconômica; ela tem um impacto direto na vida de cada cidadão. Uma economia digital robusta significa maior oferta de empregos qualificados, aprimoramento dos serviços públicos (como saúde e educação à distância), mais opções de entretenimento e comunicação, e uma maior competitividade para as empresas brasileiras no cenário global.

Para o pequeno empreendedor, significa acesso a novos mercados e ferramentas de gestão mais eficientes. Para o estudante, acesso a um universo de conhecimento e novas formas de aprendizado. Para o trabalhador, a possibilidade de desenvolver novas habilidades e se integrar a um mercado de trabalho em constante evolução. O plano do setor de telecomunicações, portanto, dialoga com a necessidade de um desenvolvimento mais inclusivo e resiliente para o Brasil, preparando o país para os desafios e as oportunidades da próxima década.

Os próximos passos no debate eleitoral

A apresentação deste plano aos presidenciáveis configura um momento crucial para o debate sobre o futuro digital do Brasil. A forma como os candidatos receberão e incorporarão essas propostas em seus programas de governo poderá indicar a prioridade que cada um deles dará à pauta tecnológica e à infraestrutura digital, elementos que se tornaram indispensáveis para qualquer projeto de nação. A expectativa é que o tema ganhe destaque nas discussões pré-eleitorais, impulsionando a sociedade a refletir sobre a importância de um Brasil mais conectado e digitalmente avançado.

Acompanhar de perto essas discussões e as propostas que surgirão é fundamental para entender os caminhos que o Brasil pode tomar nos próximos anos. O Capital Política seguirá cobrindo este e outros temas relevantes para a sociedade brasileira, oferecendo análises aprofundadas e contextuais. Continue conosco para se manter informado sobre o cenário político e econômico que molda o futuro do país, com a credibilidade e a variedade de temas que você já conhece.

Fonte: https://oglobo.globo.com

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