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‘É guerra, não ganância’: o que ameaça o pacote de Lula para segurar o preço do diesel

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou na segunda-feira (6/4) um novo conjunto de medidas para tentar segurar o encarecimento dos combustíveis no país e o impacto da alta do querosene no preço das passagens aéreas, devido à disparada internacional do valor do petróleo após o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã.

O diesel é foco especial de preocupação, por ser o principal combustível que alimenta o transporte de mercadorias e da safra agrícola do Brasil. Em 2018, uma greve dos caminhoneiros em protesto contra o encarecimento do diesel provocou um tombo na atividade econômica.

Especialistas do setor dizem que as medidas anunciadas devem mitigar a alta do produto, mas terão efeito limitado pela incerteza do cenário internacional e a resistência de grandes importadoras a aderir aos subsídios oferecidos pelo governo e aceitar limites aos preços praticados.

No caso do diesel, o Palácio do Planalto já havia anunciado em 12 de março um pacote de R$ 30 bilhões para mitigar seu encarecimento. O objetivo era garantir um desconto de R$ 0,64 por litro no preço na bomba, ao aliar redução de impostos e uma subvenção de R$ 0,32 por litro produzido no Brasil ou importado.

A subvenção é um incentivo dado diretamente às empresas pelo governo. Nesse segundo conjunto de ações anunciado agora, a gestão Lula ampliou esse subsídio, que chegará a R$ 1,12 para o litro produzido no país.

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