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Rosana Martinelli volta ao PL após seis meses no MDB e depois de apoiar Wellington e Piveta ao mesmo cargo

Ex-prefeita e suplente de senadora tenta reconstruir espaço político, mas mudanças partidárias e oscilações de posicionamento podem dificultar uma eventual candidatura à Prefeitura de Sinop em 2028 A suplente de senadora e ex-prefeita de Sinop, Rosana Martinelli, deixou o MDB e voltou a se filiar ao Partido Liberal (PL), movimento que marca mais uma mudança […]

Ex-prefeita e suplente de senadora tenta reconstruir espaço político, mas mudanças partidárias e oscilações de posicionamento podem dificultar uma eventual candidatura à Prefeitura de Sinop em 2028

A suplente de senadora e ex-prefeita de Sinop, Rosana Martinelli, deixou o MDB e voltou a se filiar ao Partido Liberal (PL), movimento que marca mais uma mudança em sua trajetória política e reacende as discussões sobre seu futuro eleitoral. Com a intenção de voltar a disputar a Prefeitura de Sinop, Rosana terá pela frente o desafio de recuperar a confiança de setores do eleitorado e demonstrar maior consistência em suas posições políticas.

A movimentação partidária ocorre após uma sequência de decisões que levantam questionamentos sobre a coerência de seu posicionamento. Em 2024, Rosana fez oposição ao prefeito Roberto Dorner. Posteriormente, porém, após uma articulação do senador Wellington Fagundes que possibilitou que ela assumisse temporariamente uma cadeira no Senado Federal, sua relação política com o prefeito mudou, e ela passou a integrar o grupo de aliados de Dorner.

Da aposta no MDB à volta para o PL

Outro movimento que alimenta as dúvidas sobre a estratégia de Rosana foi sua decisão de deixar o PL e se filiar ao MDB neste ano. A escolha ocorreu em um cenário de forte rejeição ao partido entre setores bolsonaristas de Mato Grosso, grupo com o qual a ex-prefeita tenta manter interlocução política.
A mudança também representou uma aposta em uma nova legenda para tentar viabilizar seu próximo passo eleitoral. Entretanto, sem conseguir consolidar sua candidatura a deputada federal, Rosana deixou o MDB após aproximadamente seis meses e decidiu retornar ao PL, partido que saiu fortalecido no último pleito eleitoral.

A curta permanência no partido reforça a percepção de que suas escolhas partidárias têm sido guiadas pelas possibilidades eleitorais imediatas, e não necessariamente por um projeto político de longo prazo.

Para uma liderança que pretende disputar novamente o comando da maior cidade do Nortão, essa instabilidade pode se transformar em um obstáculo.

Apoio aos dois candidatos a governador

Rosana Martinelli iniciou o pleito eleitoral sendo uma das coordenadoras da campanha do senador Wellington Fagundes. Ela e a ex-secretária de Dorner, Faira Strapazzon, ficaram responsáveis inclusive pela campanha de Fagundes no Nortão.

Com o andar da campanha e o crescimento de Pivetta, Rosana passou a ser vista no Palácio Paiaguás, até que na última semana de campanha, declarou apoio ao governador reeleito.

O desafio de reconstruir a confiança

A volta ao PL pode representar uma tentativa de recuperar espaço junto ao eleitorado conservador e bolsonarista, mas a filiação, por si só, não resolve os questionamentos acumulados ao longo dos últimos anos.

Se o objetivo é disputar novamente a Prefeitura de Sinop, Rosana precisará demonstrar que possui um projeto consistente para a cidade, definir com clareza seu campo político e explicar as mudanças de posicionamento que marcaram sua trajetória recente.

Em uma disputa municipal, a lembrança de decisões anteriores pesa, especialmente quando envolve alianças, rompimentos e mudanças de partido em um intervalo curto. A dificuldade não estará apenas em conquistar uma legenda ou reunir apoios políticos, mas em convencer o eleitor de que existe coerência entre o discurso, as alianças e os objetivos apresentados.

A volta ao PL abre uma nova etapa para Rosana Martinelli. O desafio, agora, será transformar a mudança partidária em um movimento capaz de fortalecer sua imagem política. Sem isso, a pretensão de voltar à Prefeitura de Sinop poderá enfrentar dificuldades antes mesmo de a disputa eleitoral começar.

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