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Eleições 2026: Cinco nomes da família Bolsonaro na disputa, sem Jair

Com a inelegibilidade confirmada do ex-presidente Jair Bolsonaro, o cenário político para as Eleições de 2026 se redefine, mas o clã Bolsonaro demonstra que pretende manter-se como uma força ativa nas urnas. Enquanto o ex-presidente cumpre sua punição política, e seu filho Eduardo Bolsonaro, deputado federal, foca em seu mandato, a estratégia para o próximo […]

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo BRENO ESA...

Com a inelegibilidade confirmada do ex-presidente Jair Bolsonaro, o cenário político para as Eleições de 2026 se redefine, mas o clã Bolsonaro demonstra que pretende manter-se como uma força ativa nas urnas. Enquanto o ex-presidente cumpre sua punição política, e seu filho Eduardo Bolsonaro, deputado federal, foca em seu mandato, a estratégia para o próximo pleito já está traçada: cinco membros da família se preparam para concorrer a cargos de relevância nacional, ocupando espaços na corrida pela Presidência da República, Senado Federal e Câmara dos Deputados.

Todos os postulantes estão filiados ao Partido Liberal (PL), evidenciando a concentração da articulação política em torno da sigla. As novidades mais expressivas nesta eleição são as candidaturas da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que disputará uma vaga no Senado pelo Distrito Federal, e de Rogéria Bolsonaro (RJ), mãe do senador Flávio Bolsonaro, que tentará uma cadeira na Câmara dos Deputados. Esse movimento estratégico sinaliza não apenas a intenção de perpetuar a influência da família, mas também de testar novos nomes e consolidar bases eleitorais em diferentes esferas e regiões do país.

Flávio Bolsonaro e o Desafio da Presidência

O senador Flávio Bolsonaro (RJ) emerge como o principal nome do PL para a disputa presidencial, posicionando-se como adversário direto do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Sua candidatura representa um ponto central na estratégia do clã para 2026, buscando capitalizar o apoio da base bolsonarista e consolidar a direita no país. A ascensão de Flávio à corrida pelo Planalto reflete a necessidade de um herdeiro político para manter a chama do movimento acesa, diante da ausência forçada de seu pai.

Pesquisas de intenção de voto já começam a delinear o cenário. Um levantamento da Quaest, divulgado no início de agosto, mostra o petista com 44% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra o parlamentar, que aparece com 39%. A diferença de cinco pontos percentuais, embora ainda significativa, é menor do que a registrada em julho, quando Lula tinha 45% e Flávio 37%. Essa aproximação, mesmo que inicial, indica que a campanha terá de superar o desafio de transferir o carisma e o engajamento da militância bolsonarista para um novo protagonista, enquanto tenta expandir seu eleitorado para além dos fiéis.

Novas Caras e Movimentos Estratégicos no Legislativo

Michelle Bolsonaro no Senado: A Força Feminina na Política

A entrada de Michelle Bolsonaro na política eleitoral é um dos movimentos mais aguardados. Sua candidatura a uma vaga no Senado pelo Distrito Federal não é meramente simbólica. A ex-primeira-dama possui um forte apelo entre o eleitorado conservador, especialmente as mulheres evangélicas, um segmento crucial para a base bolsonarista. Sua presença nas redes sociais e em eventos públicos nos últimos anos construiu uma imagem própria, que agora será testada nas urnas, buscando transformar sua popularidade em representatividade legislativa. A capital federal, com sua composição eleitoral diversificada, será um palco estratégico para essa estreia.

Carlos Bolsonaro: Do Rio ao Senado por Santa Catarina

O ex-vereador Carlos Bolsonaro, conhecido como o filho '02' do ex-presidente e uma figura central na articulação digital do movimento, fará uma transição geográfica e de cargo, disputando uma vaga no Senado por Santa Catarina. Essa mudança de estado é estratégica. Santa Catarina é um dos maiores redutos eleitorais do bolsonarismo no país, representando um ambiente mais propício para sua eleição para um cargo nacional após sete mandatos consecutivos como vereador no Rio de Janeiro. A aposta é que o 'efeito Bolsonaro' no estado, combinado à sua projeção nacional, possa alçá-lo ao Congresso, consolidando a presença da família em uma região de forte apoio.

Renan e Rogéria Bolsonaro: Ampliando a Presença Parlamentar

Outros membros da família também buscam expandir sua atuação política. Jair Renan Bolsonaro, que atualmente é vereador em Balneário Camboriú (SC), tentará, pela primeira vez, uma cadeira na Câmara dos Deputados, também por Santa Catarina. Essa candidatura segue a lógica de consolidar a força bolsonarista no estado e trazer uma nova geração para o parlamento federal. Rogéria Bolsonaro, mãe de Flávio, completa o rol de candidaturas, disputando uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Rio de Janeiro. Sua entrada na política eleitoral, embora seja uma novidade, reforça a busca por assentos legislativos que possam ecoar as pautas do clã e dar suporte às candidaturas majoritárias.

Além dos membros diretos da família, agregados também se apresentam. Carlos Eduardo Torres, irmão de criação de Michelle Bolsonaro, lançou sua candidatura a deputado distrital. Conhecido por sua proximidade com Jair Bolsonaro em momentos de dificuldade, sua entrada na política distrital mostra a amplitude da rede de apoio familiar que se mobiliza para as eleições, buscando influenciar o cenário em diferentes níveis de representação.

As Inelegibilidades e o Futuro do Bolsonarismo sem Jair

A ausência de Jair Bolsonaro nas urnas é resultado direto de decisões da Justiça Eleitoral. O ex-presidente tornou-se inelegível em 2023 por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação na reunião com embaixadores, ocorrida em 2022, onde atacou o sistema eleitoral brasileiro. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o condenou, determinando a inelegibilidade por oito anos, a contar da eleição de 2022. Essa é a base jurídica para o impedimento de sua candidatura, que forçou o rearranjo político da família e do movimento que ele encabeça.

A Lei da Ficha Limpa, um marco na legislação eleitoral brasileira, prevê que condenações por órgãos colegiados resultem em inelegibilidade por oito anos. A decisão do TSE é um claro exemplo da aplicação dessa norma. Diante desse cenário, a estratégia de lançar múltiplos membros da família, incluindo novas figuras e movimentando figuras já estabelecidas para outros estados ou cargos, pode ser interpretada como uma tentativa de pulverizar o poder e a influência política, garantindo que o 'bolsonarismo' não se resuma a uma única figura. Resta saber se o eleitorado, em 2026, validará essa estratégia de manutenção de um legado sem o seu líder mais carismático e central.

Acompanhar os desdobramentos dessas candidaturas e suas repercussões no tabuleiro político nacional é fundamental para compreender as dinâmicas eleitorais que se desenham. O Capital Política continuará trazendo análises aprofundadas, dados e reportagens exclusivas sobre este e outros temas que moldarão o futuro do Brasil, reafirmando nosso compromisso com a informação de qualidade e o jornalismo relevante. Mantenha-se informado conosco para não perder nenhum detalhe desse processo eleitoral complexo e decisivo.

Fonte: https://www.metropoles.com

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